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"História e culturas indígenas: dimensões e olhares através da pesquisa e ensino" é tema de curso virtual no IGHB, com início dia 6 de maio e inscrições gratuitas

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

CURSO

HISTÓRIA E CULTURAS INDÍGENAS: DIMENSÕES E OLHARES ATRAVÉS DA PESQUISA E ENSINO


6 de maio a 8 de junho de 2026, das 19h às 21h

Aulas ao vivo e virtuais (plataforma zoom)

Carga horária: 20 (vinte horas)


Resumo

O curso a seguir propõe desenvolver um diálogo e análise sobre a História Indígena e seu desenvolvimento no campo do ensino e da pesquisa, buscando desvelar as experiências históricas dos povos indígenas na Bahia, sobretudo no período colonial, mas também em outros contextos, em um olhar que aproxima as resistências coloniais e as lutas indígenas contemporâneas. A História Indígena, enquanto campo do conhecimento histórico, é hoje portadora de um discurso que dá lugar as lutas e as experiências históricas dos povos originários ao longo da formação do Brasil. Desenvolveu-se sobretudo nas últimas décadas, a partir de 1980, em diálogo com a antropologia e como resultado da luta dos movimentos indígenas que vêm construído e tecendo suas histórias há mais de 520 anos. Por conseguinte, o protagonismo dos movimentos indígenas – em um processo de lutas e conquista de direitos por muito tempo negados ­– e o desenvolvimento de pesquisas que se debruçam sobre a História dos povos originários no âmbito acadêmico, demandaram a promulgação da Lei 11.645/08. Que concebe à História um papel fundamental na construção e emergência de identidades que foram invisibilizadas devido a processos históricos excludentes. A Lei 11.645/08 que altera a Lei 10.639/03 estabelece a obrigatoriedade da história dos povos indígenas e afro-brasileiros, junto ao estudo da cultura destes povos que estão imbricados na construção do Brasil. Assim, busca desvelar a essencialidade desses coletivos no cenário social, econômico e político da formação histórica do Brasil. No curso teceremos um panorama histórico da formação da História Indígena como campo do conhecimento histórico de pesquisa e de ensino. Também lançaremos olhar sobre a História e as culturas indígenas na Bahia, particularmente pensando suas experiências históricas de luta e resistência no período colonial. Por fim, nos debruçaremos sobre as experiências narrativas de historicidade indígena, a partir de suas epistemologias as perspectivas tecidas pelos próprios indígenas, com relação a história, a educação e o ensino. Tomando essas narrativas, tanto orais quanto acadêmicas, como produtoras de conhecimento, repletas de sentidos da realidade imanente e transcendente e que nos permitem (re) pensar o próprio fazer histórico e historiográfico e a educação escolar.

 

Conteúdo programático

A História Indígena como campo do conhecimento histórico;

Povos Indígenas na Bahia: História, Pesquisa e Ensino;

Lutas e resistências históricas dos povos indígenas na Bahia colonial;

Experiências Históricas e a Presença Indígena em Salvador e no Recôncavo (século XVI e XVII);

Historicidades e narrativas indígenas: a História em uma perspectiva êmica.

 

Bibliografia

ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. A atuação dos indígenas na História do Brasil: revisões historiográficas. Revista Brasileira de História, vol. 37, n. 75, 2017, p. 17-38. 

BRITO, Edson Machado de. O ensino de História como lugar privilegiado para o estabelecimento de um novo diálogo com a cultura indígena nas escolas brasileiras de nível básico. In: Fronteiras, 11, 2009, nº 20, p. 59-72. 

CANCELA, Francisco. Velhos e novos desafios da História Indígena no Brasil. In: SANTOS, Fabricio Lyrio (org.). Os Índios na História da Bahia. Cruz das Almas; Belo Horizonte: EDUFRB; Fino Traço, 2016.

MURA, Márcia. Tecendo Tradições Indígenas. Tese (Doutorado em História) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016.

PACHAMAMA, Aline Rochedo. Boacé Metlon Palavra é coragem: Autoria e ativismo de originários na escrita da História. In: DANNER, Leno Francisco; DORRICO, Julie; DANNER, Fernando. (org.). Literatura indígena brasileira contemporânea: autoria, autonomia, ativismo. 1º ed. Porto Alegre: Editora Fi, 2020.

PARAISO, Maria Hilda Baqueiro (org.). História Indígena na Bahia: Políticas, Trajetórias, Memórias e Identidades. 1ed. Salvador: Sagga, 2024.

SANTOS, Jamille Macêdo Oliveira. Ecos da liberdade: Profetismo indígena e protagonismo Tupinambá na Bahia quinhentista. 1. ed. Salvador: EDUFBA, 2019.

SEIXLACK, Alessandra Gonzalez de Carvalho. Um fazer histórico xamânico: o potencial cosmo-histórico de reconectar territórios no Antropoceno. TOPOI (Rio de Janeiro), v. 24, p. 725-746, 2023.

 

Sobre a instrutora Jamille Macedo Oliveira Santos

Historiadora, doutora e mestra em História Social pela Universidade Federal da Bahia - UFBA e licenciada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB, com pesquisas sobre resistência tupinambá, etnogênese e presença indígena no Brasil Colonial. Especialista em Docência e Pesquisa do Ensino Superior (FADBA), foi investigadora visitante na Universidad Complutense de Madrid (PDSE/CAPES) e vencedora do Prêmio Kátia Mattoso (2018). Autora de Ecos da liberdade: profetismo indígena e protagonismo tupinambá na Bahia quinhentista (Edufba, 2019), atua como professora substituta na UFRB e UNEB, é docente permanente do PPG em Estudos Africanos, dos Povos Indígenas e das Culturas Negras (UNEB) e integra grupos e projetos de pesquisa sobre História Indígena, Colonial e Ensino de História, coordenando o GT de História Indígena da Bahia (ANPUH-BA).

 



Uma das mais antigas representações europeias dos indígenas brasileiros, incluída no Atlas Miller, de 1519.
Uma das mais antigas representações europeias dos indígenas brasileiros, incluída no Atlas Miller, de 1519.

 

 

 
 
 

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