Documentos do engenheiro Theodoro Sampaio, pertencentes ao acervo do IGHB, serão digitalizados



Para promover a preservação do acervo Theodoro Fernandes Sampaio, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia vai digitalizar mais de 3 mil documentos oriundos do século XIX e princípio do século XX, de valor secular para a história e a memória da Bahia e do Brasil. A iniciativa será disponibilizada ao público, por meio digital, através do site do IGHB, além de um vídeo documentário, com a proposta de disseminar o legado de Theodoro Sampaio para a história, a geografia, geologia, antropologia, engenharia e arquitetura brasileiras.


A live de apresentação do projeto acontece nesta sexta (26) de fevereiro, às 15h, no canal youtube.com/ighbba e vai contar com as presenças do presidente do Instituto, Eduardo Morais de Castro, da diretora do Arquivo, Zita Magalhães Alves e de Alessandra Nascimento (responsável pela coordenação).


O arquivo particular do engenheiro Theodoro Sampaio (como as dezenas de cadernetas de campo) e sua urna funerária estão depositados no IGHB. Theodoro Sampaio foi quem realizou a mais completa pesquisa a respeito do Rio São Francisco e sobre o sertão baiano. Estas pesquisas serviram de subsídios para Euclides da Cunha, de quem era amigo pessoal, escrever “Os Sertões”, livro épico que descreve o ambiente geográfico, aspectos antropológicos e os episódios da Guerra de Canudos. O próprio título da obra prima da literatura brasileira foi escolhido por ambos, na casa de Theodoro Sampaio.


Theodoro Fernandes Sampaio, linguista, cartógrafo, etnógrafo, geógrafo, historiador, arqueólogo, engenheiro, nasceu dia 7 de janeiro de 1855 no Engenho Canabrava, município de Santo Amaro. Era filho, não reconhecido, de Francisco Antônio da Costa Pinto, eda escrava Domingas da Paixão do Carmo. Recebeu o sobrenome do padre Manuel Fernandes Sampaio (responsável por sua criação). No Rio de Janeiro estudou humanidades no colégio São Salvador e diplomou-se em engenheiro civil pela Escola Politécnica, em 1876. Lecionou Matemática, Filosofia, História, Geografia e Latim. Em 1904 desenvolveu e publicou vários estudos científicos. Escreveu importantes livros como História da Fundação da Cidade da Bahia e o Tupy na Geografia Nacional. Foi presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (1923-1936). Faleceu em 1937.


O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Pedro Calmon (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Horário de funcionamento do IGHB

 

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