Movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) entra em debate no canal do IGHB no youtube

No próximo dia 10 de setembro de 2020, às 17h, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia promove uma live sobre “A conjuntura atual no Brasil e nos EUA em relação a Black Lives Matter e a história das relações raciais em ambos países”. A transmissão será pelo canal do youtube.com/ighbba.

O encontro terá como debatedoras a pós-doutora em História pela Unicamp e professora adjunta do Departamento de História da UnB, Ana Flávia Magalhães Pinto, e a brasilianista inglesa, doutora em Estudos Étnicos e Africanos (Ufba), Sabrina Gledhill. Associada correspondente do IGHB, a especialista está novamente radicada na Inglaterra e lançando o livro Travessias no Atlântico Negro: reflexões sobre Booker T. Washington e Manuel R. Querino no Brasil pela Edufba. A live será mediada pela jornalista, professora e doutora em Antropologia (Ufba) e publisher do coletivo Flor de Dendê, Cleidiana Ramos.

O movimento ativista internacional, cuja tradução livre é “Vidas Negras Importam”, ganhou força e grande repercussão após o assassinato do afro-americano George Floyd, por um policial da cidade de Mineápolis, nos Estados Unidos, em maio deste ano. Uma onda de protestos antirracistas tomou conta do mundo, exigindo providências e políticas públicas em respeito às comunidades negras. “A violência contra o negro pelas autoridades e milícias é uma prática instaurada desde a abolição nos EUA e no Brasil para controlar os ex-cativos. E o terror continua até hoje. O movimento BLM está mostrando ao mundo a realidade sofrida por afrodescendentes em vários países”, explica Sabrina Gledhill.

De acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2017, dos mais de 65 mil homicídios no Brasil, 75,5% das vítimas eram negras, e tem entre 15 e 29 anos. Assustadoramente, a cada 23 minutos, conforme os dados oficiais, um jovem negro é vítima de homicídio no país. Em 2018, conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quase 5 mil negros, a maioria jovens, foram mortos pela polícia.

Nos Estados Unidos, os negros representam 13% da população, e são mais de 30% das vítimas da violência policial. Em 2019, mais de mil pessoas foram mortas a tiros por policiais, sendo 24% americanos negros. A Ong Mapping Police Violence aponta que os negros têm quase três vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que brancos. “O racismo é estruturalmente perverso em ambos os países porque atenta contra a humanidade de pessoas negras, deformando suas representações como sujeitos sociais e históricos. Isso autoriza a naturalização de violências cotidianas gravíssimas. Violências essas que, processadas através de números, caracterizam até mesmo um cenário de genocídio”, pontua Ana Flávia Magalhães Pinto.

A live é também em homenagem ao historiador, escritor e professor Jaime Sodré, falecido dia 6 de agosto, e que sempre defendeu e disseminou um grande legado pela educação, pela cultura e pela valorização do povo negro e de sua História e Cultura na Bahia, no Brasil e no Mundo.

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