18 de junho - Exposição "Olhares sobre as Igrejas"


NAVE DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DA AJUDA

Surgiu como a primeira igrejinha, construída rusticamente, na Cidade Alta pelos Jesuítas, quando da chegada de Thomé de Souza, em 1549. Foi apelidada de Sé de Palha, entre as várias lendas que a cercam. Foi construída em pedra e cal, a partir de 1579. Passou por várias reformas. Abandonada, depois da expulsão dos Jesuítas, em 1759, assim permaneceu até que, em 1823, foi doada à Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos e Vera Cruz onde, segundo a tradição, a Igreja do Carmo teria mandado o Senhor dos Passos para essa Igreja para ser resguardado da invasão portuguesa, durante a guerra da Independência. Hoje, a imagem restaurada está exposta no Museu de Arte Sacra. A antiga igreja foi demolida e deu lugar ao atual edifício, com a reforma urbanística de 1912, em estilo neogótico da época da construção, tanto externa quanto internamente. A nave é única, tendo seu altar-mor recortado por um arco pleno. As paredes são pintadas com cores suaves e com leves faixas decorativas. A construção foi atribuída a Júlio Conti e as pinturas a Orestes Sercelli. O altar-mor, onde se encontra a Imagem da Senhora da Ajuda, que se acredita ser a mesma trazida por Thomé de Souza, foi também modernizado. O forro guarda um painel ovalado, imitando as pinturas setecentistas, mostrando Nossa Senhora entre nuvens. Foi inaugurada em 1923, com o transporte processional, que transferiu as imagens, então guardadas na Igreja de São Domingos, para a nova igreja. Foram recolocados os altares, aproveitados da antiga igreja, bem como o púlpito que ficou famoso pelos sermões do Padre Antônio Vieira.

NAVE DA IGREJA DE SANTO ANTÔNIO DA BARRA

A Igreja de Santo Antônio da Barra, supostamente, teria sido construída entre 1560 e 1562. A construção inicial é desconhecida, entretanto, a Igreja estava na elevação próxima à Vila do Pereira, onde o primeiro donatário da Capitania da Bahia se instalou. A Ladeira da Barra estava, em 1850, sob a administração da Intendência Municipal que teve, mais tarde, a colaboração do pastor anglicano Edward J. Parker, que liderou a Comissão de seu melhoramento, bem como o do Campo Grande, onde estava seu templo. Ali e na Vitória se abrigou a maior parte dos ingleses que vieram instalar os bondes em Salvador. Isso justifica, inclusive, a designação, na esquina em que ficava o templo anglicano de rua Banco dos Ingleses e o fato de haver o Cemitério dos Ingleses instalado nessa ladeira. As obras da ladeira foram melhoradas por conta do Governo, da Intendência Municipal e da Comissão citada, nomeada a 13 de setembro de 1889. Tiveram a ajuda de materiais da Condessa de Pereira Marinho e do negociante José de Azevedo Fernandes. Considera-se que o alargamento do acesso, não só à praia, mas à Igreja se deu nesse momento, e foi quando se investiu na melhoria da Capela de Santo Antônio, que recebeu sua fachada e decoração interna definitivas, em estilo neoclássico, exceto o forro da nave. Tem o altar-mor e dois altares colaterais, no estilo referido, e duas tribunas. A capela-mor é incrustrada num vão, arrematado com arco em pedra, sem nenhum tratamento do teto, que é de cimento. O forro da igreja, ocupado por um medalhão semi-oval, ao centro, tem motivos decorativos, entre o rococó e o estilo eclético, ainda bastante usado no século XIX.

FRONTISPÍCIO DAS IGREJAS DO CONVENTO E DA ORDEM TERCEIRA DO CARMO

Como todas as Ordens religiosas que se instalaram em Salvador depois da criação do Governo Geral, o conjunto do Carmo foi construído fora do espaço urbano, ou fora dos muros da cidade da Bahia. Os Carmelitas Descalços criaram um pequeno hospício, no alto de um morro, em 1585, em terras que lhes foram doadas, do Carmo até o Barbalho, pela família d’Altro. O atual edifício da Ordem dos Carmelitas Descalços começou a ser construído no ano seguinte à doação. A fachada da igreja e da ala do convento aparente adaptou o estilo maneirista com um arremate do frontão tendendo ao rococó. A sacristia é o espaço mais chamativo do conjunto. Ela foi excepcionalmente construída, perpendicularmente, à parede lateral esquerda da Igreja. Do século XIX ao XX, todo o conjunto passou por várias reformas, tanto interna, quanto externamente. Os Carmelitas Descalços deixaram a Bahia. Desde os anos de 1970 as dependências do convento se transformaram em pousada. Deveria ser instalado um Museu, pela empresa que arrendou o Convento, mas essa iniciativa nunca teve efetividade. A fachada da Ordem 3ª do Carmo é do século XIX, reconstruída, após ter sido incendiada em 1788. Anteriormente a esse fato, por determinação das Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia, cabia à essa Ordem realizar a Procissão do Senhor Morto, todas as Sextas-Feiras Santas. É realizada até o presente, quando a imagem de um Cristo, hoje na Casa dos Santos, sai às ruas cumprindo sua obrigação secular. Esse Cristo que pode tanto ser colocado na Cruz, quanto representar o Cristo Morto foi, por edital e contrato, elaborado, com mais dois exemplares, que foram destruídos no incêndio, pelo mestre escultor Francisco das Chagas. Erroneamente é considerado como escravo e negro, quando, se fosse verdadeiro, ele não chegaria a mestre. O escravo só poderia chegar a oficial. Ainda o apelidaram “o Cabra”, que era a sua cor, mestiço de índio e negro, quando a cor era que distinguia as pessoas, tanto pretos, pardos, crioulo, cabras, brancos, mais a filiação na documentação oficial. Há alguns anos passados esse Cristo foi envernizado, porque no ano anterior chover e o sacristão, para proteger a imagem, tomou a iniciativa de impermeabiliza-lo. O verniz oxida-se a cada ano que passa, o que tem feito a imagem escurecer cada vez mais. Ela pede socorro para ser restaurada e voltar ao seu tom de pele original.

NAVE DA IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DO CARMO

Criada pela sociedade leiga, em 1636, não se tem notícias como era a primitiva Igreja Irmandade da Ordem 3ª do Carmo, pois foi incendiada em 1788. Essa Igreja fica em nível mais baixo que a Ordem 1ª, - a qual devia estar anexada, e por causa do desnível do terreno, tem-se acesso através de escadaria e um patamar frontal. Como dependente da Ordem maior, sua fachada encontra-se mais afastada do nível da rua. Foi inaugurada em 1803, mas terminada em 1860. Recuperou alguns detalhes ornamentais rococós, nas molduras dos vãos cujo material, pedra de lioz, veio de Portugal. No altar mor neoclássico se encontra um grande crucificado e num nível mais a Imagem da Virgem Maria segurando o Menino Jesus, ambos portando o escapulário. Tem nave única com dois altares colaterais. Os altares laterais são guarnecidos as imagens dos Passos ou Mistérios, como eram chamados, da Paixão de Cristo, em tamanho natural, cuja origem ou elaboração são desconhecidas, mas datam do século XIX. O teto é coberto por pintura que, imitando o período barroco, representa Nossa Senhora do Carmo e santos carmelitas, Santa Tereza e São João da Cruz.

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