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"200 anos do Vapor de Cachoeira" em seminário dia 3 de outubro, no IGHB

24/09/2019

 

 

Em 4 de outubro de 1819 aconteceu entre Salvador e Cachoeira a viagem inaugural da primeira embarcação movida a vapor, no Brasil. O “Vapor de Cachoeira”, como passou à História e foi eternizado na cultura popular, fez naquele dia em 8 horas e 20 minutos, pelo Rio Paraguaçu, um trajeto que, a depender da maré e da ocorrência de ventos, costumava durar até cinco dias.

 

Para marcar o bicentenário desse evento, que causou significativos impactos na economia e na vida do Brasil Colônia, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) promove no próximo dia 3 de outubro, às 17 horas, em sua sede, duas palestras, seguidas de debate. A primeira será do arquiteto e historiador Francisco Senna e a segunda do jornalista e pesquisador cachoeirano Jorge Ramos.

 

O início da circulação do “Vapor de Cachoeira” foi uma revolução tecnológica para a época, com impactos no transporte, nas comunicações e com importantes reflexos na economia. Através do Rio Paraguaçu circulavam a produção de cana-de-açúcar – e seus subprodutos como o açúcar, a cachaça e a rapadura - e do fumo, duas das principais riquezas agrícolas geradas no Recôncavo Baiano, que eram, através de Salvador, exportadas principalmente para a Europa e a África. Com viagens mais curtas entre os centros produtor e exportador, a produção escoava com mais facilidade aumentando os lucros e a receita.

 

DECRETO REAL

 

O” Vapor de Cachoeira” foi um empreendimento liderado pelo Coronel Felisberto Caldeira Brant Pontes - que mais tarde viria a ser agraciado com o título de Marquês de Barbacena – e mais dois sócios, o rico comendador Pedro Rodrigues Bandeira e o Capitão-Mor da Vila de Jaguaripe, Manoel Bento Guimarães. Primeiro eles obtiveram do Rei Dom João VI a autorização real, obtida através de um decreto, emitido no ano anterior, que lhes assegurou também o monopólio durante 14 anos para explorar a navegação a vapor na Bahia. Em seguida, eles adquiriram na Inglaterra uma máquina a vapor e a adaptaram a uma embarcação no estaleiro da Preguiça, em Salvador. Um técnico veio da Inglaterra para montar a máquina e fazê-la funcionar, o que aconteceu há exatos 200 anos, mudando para sempre o transporte marítimo e fluvial no Brasil.

 

 

SERVIÇO

Evento: 200 ANOS DO VAPOR DE CACHOEIRA

Palestrantes: : Francisco Senna (Arquiteto e Historiador) e Jorge Ramos (Jornalista e Pesquisador)

Data: 3 de Outubro, às 17h

Local: Sede do IGHB (entrada pelo Portão, na Piedade)

Entrada gratuita

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