Livro sobre o negro no Brasil será lançado no IGHB, dia 13 de abril

“O negro no Brasil. Uma história de sofrimentos, lágrimas, lutas e vitórias do povo negro e pardo no solo brasileiro” é o título do livro que a escritora e advogada Jovani de Aguiar Ribeiro Pereira lançará, na próxima quarta (13) de abril, a partir das 17h, no panteon do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (localizado na Piedade). “Somos uma Nação de mestiços e o importante é que não se discrimine nem pela cor da pele tampouco pela classe ou setor social, mas que se criem oportunidades para o negro, o pardo, o mestiço; enfim, para todos os indivíduos de valor cultural, científico, tecnológico e humano que amam este País e o ajudam a crescer com seu esforço e trabalho!”, destaca a advogada em um dos trechos da publicação. Jovani Aguiar ainda reforça o desejo de fazer chegar ao conhecimento, principalmente dos jovens, o resultado de mais de dez anos de estudos e dedicação ao tema. “Quero que todos conheçam a verdadeira história do negro no Brasil, que todos façam uma viagem através do tempo, falando de fatos históricos, da legislação pertinente e da biografia de personalidades importantes para o povo baiano”, complementa. O advogado e escritor Evandro de Andrade Guerra, que assina o prefácio do livro, destaca dados relevantes da pesquisa da autora. “O livro de Jovani visa defender a perfeita igualdade intelectual e biopsíquica entre todas as raças, salientando as características enriquecedoras dessas. Exibe, em fotografias, momentos coloridos de festas, como a de 1º de janeiro, Senhor do Bonfim, 2 de Fevereiro, carnaval, da cultura riquíssima dos povos africanos e dos seus belos costumes. Da mesma forma, a religião dos povos de cor forte, como o candomblé e a maior de nossas conquistas, o sincretismo religioso, belíssimo congraçamento entre o catolicismo e a religião dos povos africanos na Bahia”. Saiba mais sobre os capítulos do livro, conforme a autora “Percorri pela história desde o governo do Imperador Justiniano (482/565), que codificou as leis e deu ao Mundo Ocidental o Corpus Juris Civilis - um sistema de leis básico que afirmava o poder ilimitado do imperador e, ao mesmo tempo, garantia a submissão dos escravos e colonos a seus senhores. O escravo era considerado como res nec mancipi, o que vale dizer: como objeto; não tinha personalidade jurídica e podia ser vendido, comprado, hipotecado. O Senhor que o adquirira por meio de conquista ou por compra, podia vendê-lo, torturá-lo e, até matá-lo. Passada essa lutuosa época, voltei-me para a Expansão geográfica, Descoberta da América, O processo colonizador: 1 Escravidão indígena, 2. Imigração do negro e escravidão africana durante três séculos; Preconceito e Racismo – Discriminação e Desigualdade; Identidade negra: O Terreiro como espaço / instrumento; Leis e Tratados Abolicionistas; A Situação do negro no Brasil após o dia 13 de maio de 1888.... A Legislação Brasileira que condena o racismo no Brasil – Da Lei Afonso Arinos, Lei CAÓ – Carlos Alberto Oliveira aos dias atuais. Lei CAO e suas alterações: Lei nº. 10.639 DE 9/01/2003; Lei nº 11.645 DE 10/03/2008; Lei nº. 12.288 DE 20/07/2010; Lei nº 12.711 de 29/08/2012; Lei nº 12.735 de 30/11/2012; Lei nº 12.990 de 9/06/2014; Aspectos fundamentais para solução do problema; Sentimento de Pertença: 1.Laços afetivos e históricos, 2. Laços religiosos e geográficos; A contribuição dos negros no Brasil: 1 Elemento cultural - costumes e tradições; Ascensão dos afrodescendentes; personalidades destacadas: Zumbi dos Palmares, Francisco Manoel das Chagas, Maria Felipa de Oliveira, Luisa Mahin, Luiz Gonzaga Pinto da Gama - Luiz Gama, André Pinto Rebouças, Joaquim Maria Machado de Assis (Machado de Assis), Luiz Anselmo da Fonseca, Manuel Raymundo Querino (Manoel Querino), José Carlos do Patrocínio, Tia Ciata, Teodoro Fernandes Sampaio, Juliano Moreira, Cosme de Farias, Maria Odilia Teixeira, Vicente Pereira Pastinha (Mestre Pastinha), Maria Escolástica da Conceição Nazaré (Mãe Menininha do Gantois), Manoel dos Reis Machado (Mestre Bimba), Abdias do Nascimento, João Alves de Torres Filho (Joãozinho da Goméia), Sebastião Bernardes de Sousa Prata(Grande Otelo), Walfrido Moraes, Deoscoredes Maximiliano dos Santos (Mestre Didi), Ruth de Souza, Maria Stella de Azevedo Santos (Mãe Stella de Oxossi), Mary de Aguiar Silva, Waldemar Santana, Milton Almeida Santos (Milton Santos), Waldeloir Rego, Edson Arantes do Nascimento (Pelé),Carlos Alberto Oliveira dos Santos (Caó), Clarindo Silva de Jesus, Ubiratan Castro de Araújo, Neuza Maria Alves da Silva, Apolônio Souza de Jesus Filho (Popó Do Curuzu), Agenor Calazans da Silva Filho, Antônio Carlos Santos de Freitas (Carlinhos Brown) e a conclusão com reflexões sobre o tema”. Jovani de Aguiar Ribeiro Pereira nasceu em Salvador, em 1951. Advogada, é Sócia Majoritária do Escritório de Advocacia e Assessoria Jurídica Jovani de Aguiar Ribeiro Pereira S/C Ltda; é membro efetiva do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, vice-presidente do Instituto dos Advogados da Bahia – IAB. Já recebeu dezenas de homenagens, além de ser articulista em jornais da Bahia e possuir diversos trabalhos publicados em livros e revistas especializados. SERVIÇO Lançamento do livro “O negro no Brasil. Uma história de sofrimentos, lágrimas, lutas e vitórias do povo negro e pardo no solo brasileiro” Autoria da advogada e pesquisadora Jovani de Aguiar Ribeiro Pereira 13 de abril de 2022, das 17h às 20h Sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia Avenida Joana Angélica, 43 – Piedade Mais informações: www.ighb.org.br



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