Live de lançamento do livro "Manuel Querino, criador da culinária popular baiana" acontece dia 14

DIA 14/10 – LIVE DE LANÇAMENTO DO LIVRO “MANUEL QUERINO – CRIADOR DA CULINÁRIA POPULAR BAIANA”

JEFERSON BACELAR E CARLOS ALBERTO DÓRIA, SOB A MEDIAÇÃO DE LÍGIA AMPARO, EM UMA CONVERSA COM MUITA HISTÓRIA E GASTRONOMIA.





Sobre o lançamento:

O livro “Manuel Querino – criador da culinária popular baiana” é uma publicação da P55 Edição que será lançada por meio de uma transmissão ao vivo (live streaming) nos canais do youtube da Fundação Pedro Calmon e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, instituições que estão dando o apoio tecnológico e logístico ao lançamento, no dia 14 de outubro, às 15h. Sob a mediação de Lígia Amparo, nutricionista especializada na temática que relaciona comida e cultura, os autores Jeferson Bacelar e Carlos Alberto Dória falarão sobre as questões mais relevantes apresentadas no livro e responderão perguntas do público.

Sobre o livro:

Manuel Querino tornou-se, ao longo do século passado, um importante símbolo da cultura negra pensante em nosso país. Gilberto Freyre e Câmara Cascudo souberam reconhecer, nele, a porta de acesso para a culinária negra do Recôncavo, que ocupa lugar de destaque na obra de ambos os fundadores da história e sociologia da alimentação brasileira. Querino, nesse sentido, é também um “fundador” da cozinha popular da Bahia. Nesse livro de dois especialistas no assunto – Jeferson Bacelar e Carlos Alberto Dória – Querino aparece de corpo inteiro, graças ao expediente de segui-lo pelo calcanhar, desde jovem, observando seus passos em direção a múltiplas inserções políticas e sociais de modo a melhor situar o seu discurso sobre a culinária negra. É isso que propicia uma nova análise sobre o seu clássico A arte culinária na Bahia, permitindo lê-lo como documento que nos remete a um amplo contexto social e situando o livro muito além de mera coletânea de receitas de origem africana que o integra.

O livro é uma publicação da P55 Edição, sob a coordenação editorial de André Portugal e Marcelo Portugal, que contou com o apoio financeiro da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon.

Sobre o livro, em seu texto de apresentação, Carlos Alberto Dória afirma:

O livro que se vai ler representa, talvez, um salto de qualidade no padrão dos estudos de culinária popular brasileira, sempre enquadrada em “regionalismos” ao se destacarem as virtudes comparativas das várias regiões brasileiras, deixando em segundo plano as explicações mais propriamente antropológicas sobre a emergência e a permanência das suas particularidades. O “salto de qualidade” a que me refiro advém de um enfoque que ensaiamos e que, a meu ver, parte da sólida convicção de que a cozinha brasileira, longe de ser uma representação totalizante, como quiseram Gilberto Freyre ou Câmara Cascudo – por caminhos distintos, é verdade –, precisa ser repensada a partir da formação das várias cozinhas populares que contém e que não coincidem com as fronteiras regionais, tal e qual é costume ler o território brasileiro. A distinção entre uma cozinha de elite, em tudo afrancesada e internacionalizada, e várias cozinhas populares de caráter local é a porta de entrada para a renovação metodológica que se faz necessária.

Já o autor Jeferson Bacelar, também em sua apresentação no livro, conclui:

Aos 130 anos da Abolição, a questão da presença negra em nossa história e cultura ainda não se encontra satisfatoriamente explicitada a ponto de podermos falar de uma apropriação moderna do passado, qualificando a negritude como um dos patrimônios étnicos mais ricos de toda a cidadania brasileira. Esse, portanto, é um tema que costuma atrair pesquisadores que entendem que se possa criar um futuro mais equânime inclusive na consideração do passado. Assim, inicialmente este livro foi pensado com a perspectiva de elaborar notas dos autores, conhecedores da obra de Manuel Querino, sobre um assunto atual como a comida baiana. Porém, à proporção que nos detínhamos e aprofundávamos as discussões sobre A arte culinária na Bahia, descobríamos facetas que nos conduziam por outros caminhos. E, assim, o livro foi crescendo e tornando-se provocativo, inclusive para nós. Era também uma forma de atender ao nosso cansaço de ver tantos equívocos, quando não tolices, sobre a comida baiana. O que se lerá nas páginas seguintes corresponde ao esforço de se recuperar a figura emblemática de Manuel Querino para a cultura brasileira, em vários aspectos. É o primeiro intelectual a valorizar a participação dos africanos e negros na constituição da sociedade brasileira. Isso será mostrado, afinal, tem correlação com a sua concepção da cozinha baiana.

Sobre os autores:

CARLOS ALBERTO DÓRIA é doutor em Sociologia pela Unicamp-SP e tem se especializado em história e cultura culinária. Possui vários títulos nesta área, onde se destacam Formação da culinária brasileira (2014) e A culinária caipira da Paulistânia (2018). Em todas suas obras procura instituir um ponto de vista materialista para a análise da cultura brasileira em sua dimensão alimentar. Liberta, portanto, daquele plano simbólico onde a preocupação maior é tecer o discurso sobre a “formação nacional”, no qual a culinária brasileira seria mero recurso exemplifi cativo. Com o propósito de se ocupar de aspectos substantivos da culinária é que aprecia a obra de Manuel Querino. Nela, a rara oportunidade de captar uma voz em paralelo ao main stream da época já lhe empresta a luminosidade que Dória busca em seus estudos.

JEFERSON BACELAR é pesquisador do Centro de Estudos Afro-Orientais e professor da Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos, organizações da Universidade Federal da Bahia. Exerceu vários cargos administrativos, porém, nunca abandonou a atividade acadêmica. Por muitos anos esteve voltado para as relações raciais, formando toda uma geração de acadêmicos e ativistas. Orientou mais de três dezenas de alunos de graduação, mestrandos e doutorandos. Publicou mais de uma dezena de livros, além de inúmeros artigos em revistas nacionais e internacionais. Seu último livro, em parceria com Luiz Mott, denominado A comida baiana – cardápios de um prisioneiro ilustre (1763), foi publicado pela EDUFBA, em 2016. Participou de inúmeros encontros e congressos nacionais e internacionais, entretanto, hoje, suas viagens são verticais, xamânicas. Nos últimos tempos, instigado por Vivaldo da Costa Lima, voltou-se para o campo da Antropologia da Alimentação. Com o desaparecimento do velho mestre, encontrou na amizade e vasto conhecimento sobre o assunto de Carlos Alberto Dória, a parceria ideal para a abordagem histórica e antropológica da alimentação na Bahia. Este livro é um resultado da compreensão que ambos possuem sobre Manuel Querino e a comida na Bahia.

Sobre a mediadora:

LIGIA AMPARO é professora da Escola de Nutrição e do Curso em Pós-Graduação em Nutrição da UFBA. Mestra em Educação dos Profissionais de Saúde pela University of Dundee, Doutora em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo, além disso passou um ano em Paris sendo orientada por Claude Fischler. Autora de vários artigos, livros e coletâneas, destacando-se O Corpo, o Comer e a Comida. Além disso é protagonista do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação. Ela é especialista na temática que relaciona comida e cultura, de modo interdisciplinar.

Sobre a editora:

A P55 Edição teve início em 2002, em Salvador, Bahia, Sob a direção de Marcelo Portugal e André Portugal, possui um foco nos segmentos de artes plásticas, prosa, poesia, gastronomia, antropologia e cultura brasileira. Com um interesse maior em publicações de autores baianos, ou que residam na Bahia, e a disseminação sem restrições da cultura baiana e brasileira a preços acessíveis, seja editando livros raros em domínio público ou publicando livros inéditos e/ou autores inéditos.

Serviço:

• Live/lançamento do livro “Manuel Querino - Criador da culinária popular baiana”

• Data: 14 de outubro (quarta-feira), às 15h

• Locais de transmissão: Canais do Youtube www.youtube.com/user/ighbba www.youtube.com/user/fpedrocalmon

• Editora: P55 Edição

• Apoio para a publicação: Fundação Pedro Calmon / Secretaria de Cultura do Estado da Bahia

• Locais de venda: Exclusivamente na internet www.p55.com.br www.amazon.com.br

• Preço/ livro: R$ 30,00 + frete (preço promocional de R$ 25,00 + frete até o dia 14 de outubro de 2020)

Contatos:

• P55 Edição / André Portugal e Marcelo Portugal: (71) 9 9609-9701 / producao@p55.com.br • Jeferson Bacelar / (71) 9 9119-6561 / bacelarj@ufba.br • Carlos Alberto Dória / (11) 9 8156-9929 / cadoria2@gmail.com

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