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III Seminário "A música na cidade da música" acontece no IGHB dia 23 de maio, com entrada gratuita




No dia 23 de maio, das 15h às 18h, acontece no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia o III SEMINÁRIO A MÚSICA NA CIDADE DA MÚSICA: tradição, modernidade e patrimônio. O encontro terá transmissão pelo canal youtube.com/ighbba, abertura e encerramento com a apresentação musical do Coral da Polícia Militar da Bahia e tributos de homenagens. A proposta é lembrar cinco séculos de memória musical alicerçados sob a égide da colonização portuguesa, em paralelo com a inevitável contribuição indígena, africana e afro-brasileira.


A programação contará com a coordenação geral do professor Marcos Santana. Um tributo à memória do historiador Frei Hugo Fragoso (frade franciscano, profundo conhecedor do patrimônio cultural material e imaterial da Bahia, também escritor e arguto historiador) será apresentado pela professora Maria Helena Flexor. Sobre a memória do musicólogo, professor, estudioso, pesquisador e escritor, padre Jaime Diniz, falará o professor Sergio Dias. Na sequencia o escritor e coordenador do Projeto Cultural Cantina da Lua, Clarindo Silva, Tributo à memória de cantores, compositores e intérpretes baianos.


O Seminário surgiu da necessidade de estabelecer algum tipo de interlocução com representantes institucionais em torno da concessão, pela Unesco, do título de Cidade da Música a Salvador, em 2017. A primeira edição do evento ocorreu em 2018, ensejando os 200 anos de criação da Cadeira de Música, por D. João VI. Em 2019, o certame foi dedicado integralmente aos 460 anos da atividade organística no Brasil. Em 2023, o seminário retorna, no contexto de celebração da efeméride dos 200 anos da Independência do Brasil na Bahia e 25 anos do Projeto Memória Musical da Bahia.


Aberto ao público, as palestras acontecem no auditório do IGHB (Piedade) e contará com as presenças físicas e virtuais dos convidados. Haverá certificado de participação.


O IGHB é uma das instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). Funciona de segunda a sexta, das 13h às 18h.


Saiba mais em www.ighb.org.br


A Memória Musical da Bahia tem marco inaugurado no evento histórico da chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral à Terra de Santa Cruz, em 1500. A música era parte integrante do projeto de expansão marítima e religiosa. Passadas quase cinco décadas, o tema da música reaparece na história do Brasil, com a chegada de Thomé de Souza, em 1549, acompanhado, entre outros, de religiosos jesuítas, com o projeto de fundação da capital do vice-reino, denominada São Salvador da Bahia. Vários eventos marcantes ocorreriam a partir desse período, como a criação do cargo de mestre de capela (1552) e de organista da Sé da Bahia (1559). São aproximadamente cinco séculos de memória musical alicerçados sob a égide da colonização portuguesa, em paralelo com a inevitável contribuição indígena, africana e afro-brasileira.



TRIBUTOS MUSICAIS RESERVADOS PARA 2023

FREI HUGO FRAGOSO (Paraibano)

Frade franciscano, foi profundo conhecedor do patrimônio cultural material e imaterial da Bahia. Escritor e arguto historiador, se tornou intérprete dos processos de restauração religiosa que foram deflagrados na virada do século XIX, que resultaram na inevitável germanização da ordem franciscana no Brasil. Soube acolher estudiosos e pesquisadores como poucos de sua época. Intelectual de grande erudição, orientou o desenvolvimento de pesquisas do Projeto Memória Musical da Bahia,dando-lhe significativa contribuição teórica.Concedeuentrevistas, apontou caminhos e participou de eventos de difusão compartilhada de informaçõesmusicais e eclesiásticas.


PADRE JAIME DINIZ(Pernambucano)

Padre, musicista, professor, estudioso, pesquisador, escritor. Se tornou um dos mais proficientes intelectuais do seu tempo. Exerceu atividades acadêmicas com a mesma inteireza com que se dedicava ao sacerdócio. Produziu uma variedade de estudos sobre o desenvolvimento da música no Brasil. Foi pioneiro no levantamento sistemático de informações sobre a atividade organística na Bahia. Sua pesquisa abrange fontes primárias que remontam ao recuado século XVI e se estendem até a primeira metade doséculo XIX. Seu legado musicológico se tornou referência obrigatória para pesquisadores de renomada da atualidade. Esseilustre pernambucanoainda não recebeu da Bahia o devido reconhecimento de gratidão, pelo abnegado trabalho que realizou durante décadas, desenvolvido no mais completo anonimato;pesquisando e sistematizando a atividade musical inscrita nos arquivos eclesiásticos de Salvador.


TRIBUTO A ALGUNS MÚSICOSDA VELHA GUARDA DA BAHIA

A música popular da Bahia também é pioneira no Brasil e está diretamente ligada às matrizes culturais indígenas, africanas e afro-brasileiras. Nas regiões onde prevaleceu a colonização portuguesa, nos primeiros séculos, houve significativo desenvolvimento dessa manifestação em decorrência da necessidade catequética. Os registros históricos testemunham o distanciamento da música praticada entre a elite branca e aquela que advinha da espontaneidade de negros e índios. Na Bahia e em alguns Estados da região Nordeste a música popular passou a ocupar lugar de destaque, a partir doséculo XIX. Logo passaria a existir uma proeminência da música popular sobre a erudita e os compositores, intérpretes e instrumentistas ocupariam o cenário artístico com grande vantagem. Figuras icônicas foram surgindo e deixando algum legado para as gerações seguintes. Infelizmente, nomes de artistas do passado como Xisto Bahia, Gordurinha, Assis Valente, Armando Sá, Batatinhae Riachão raramente são lembrados. Algumasdeles conheceram o apogeu e inevitavelmente, o declínioprofissional e financeiro. Nem tudo está perdido e sempre é tempo de revisitar as trajetórias de vidas dedicadas à música,com seus encantos e desencantos. “Olha a flor da laranjeira: alô, Bahia...”




Foto: Uiler Costa





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