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Associado do IGHB, Diego Copque lança "Do Joanes ao Jacuípe – Uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais", em Camaçari

  • 16 de mar.
  • 4 min de leitura

Do Joanes ao Jacuípe – Uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais

 

O lançamento da 2ª edição revista e ampliada do livro Do Joanes ao Jacuípe: uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais, de autoria do associado do IGHB e historiador Diego Copque, será realizado no dia 21 de março de 2026, às 09 horas, no Teatro e Foyer da Cidade do Saber, em Camaçari – Bahia. Na ocasião, será lançado o documentário Do Joanes ao Pojuca: narrando a história de Camaçari, que integra a celebração do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. 



Sobre o livro:

 

O livro Do Joanes ao Jacuípe – Uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais do historiador Diego Copque. Chega cinco anos depois do lançamento da primeira edição em 2021, esta segunda edição revista e ampliada traz muito mais histórias sobre as disputas e tensões no coração do Recôncavo Norte da Bahia principalmente na gleba de Camaçari nos aprofundando nas querelas elitígios que marcaram a trajetória desse velho município baiano.

Nos antigos aldeamentos indígenas eram constantes as fugas para áreas de mata fechada. Em alguns momentos os indígenas aldeados buscavam alianças com os negros escravizados e,dessa forma, adaptavam suas existências às novas formas de resistência. A resistência foi o maior legado deixado pelos moradores da região Norte do Recôncavo da Bahia marcada pela resistência indígena em defesa de seus territórios contra a expropriação de suas terras promovida pelos colonos portugueses. A resistência da população africana e seus descendentes foi uma constante em Camaçari, pois em seu território havia uma grande concentração de engenhos de cana-de-açúcar, alambiques e plantações de algodão. 

 

Camaçari foi palco central de intensas disputas e resistências tanto dos povos originários quanto de africanos e afro-brasileiros escravizadas que moldaram a história da região através de confrontos diretos e indiretos na formação de comunidades autônomas e revoltas organizadas por indígenas e negros que fez surgir diversas taperas e quilombos na região. 


Nesta edição especial temos a inclusão de mais de 250 páginas de um conteúdo inédito com novas perspectivas que não foram analisadas na edição de 2021, totalizando o livro em 608 páginas de muitas descobertas e emoções. Além do trabalho minucioso do autor, a obra conta com contribuições fundamentais que enriquecem a leitura e oferecem diferentes aspectos sobre os temas abordados.


O professore historiador Dr. Sérgio Guerra e o professor mestre Heitor Chamusca assinam respectivamente a apresentação da primeira e da segunda edição, trazendo reflexões sobre a relevância do estudo e seu impacto na preservação da história do Recôncavo da Bahia.  A professoramestraVitalina Silva contribui com o prefácio da segunda edição, ampliando o debate e contextualizando a evolução da pesquisa do autor ao longo dos anos. A historiadora professora Dra. Ernestine Carreira da Universidade de Aix-Marseille, França, assina o prefácio da primeira edição, destacando a importância da obra no resgate da história da região. O jornalista e escritor Fernando Coelho assina o posfácio da primeira e da segunda edição, fechando o livro com uma análise sobre o papel da pesquisa histórica na construção da identidade local.O livro percorre temas como ancestralidade e protagonismo indígena e afro-brasileiro, a formação do território de Camaçari e as lutas travadas ao longo dos séculosem seu território por indígenas, colonos e escravizados.


O livro conta coma revisão de Carlos Amorim e Solange Fonsêca, design editorial e direção criativa de Carla Piaggio Design, capa e projeto gráfico de Genivaldo Oliveira e diagramação de Keille Lorainne.

 

A capa do livro traz a imagem de dona Maria Catarina de Jesus, atualmente com 106 anos de idade, um exemplo de resistência e ancestralidade, pois através de sua memória ancestral foi possível saber um pouco mais sobre seus antepassados. A contracapa exibe uma ilustração da artista plástica Kalundewa, produzida em 2022, que retrata a Baía de Todos-os-Santos e parte do seu Recôncavo.

 

Sobre o documentário:

 

O documentário Do Joanes ao Pojuca, narrando a história de Camaçari, trata de uma produção audiovisual com abordagem didática e acessível ao público estudantil que traz um pouco da trajetória do professor Diego Copque de como ele se tornou historiador e pesquisador após ter sofrido uma discriminação racial no ano 2000. Mas o eixo central do audiovisual é a história de Camaçari desde sua fundação, que é marcada pela criação do Aldeamento do Espírito Santo às margens do Rio Carassuipe popularmente conhecido como Rio Joanes, até os dias atuais. O documentário tem como principal objetivo fortalecer o resgate da identidade histórica e geográfica do Recôncavo Norte da Bahia e, sobretudo, fortalecer o sentimento de pertencimento, a história local e a cultura do município de Camaçari como um dos pilares para a promoção de uma educação antirracista centrada em sua própria história para valorização da diversidade elevando o moral dos alunos e sua autoconfiança. Por meio dessa iniciativa busca-se contribuir para a formação de uma identidade histórica, geográfica, étnica e cultural consciente especialmente entre os estudantes da Rede Pública e Privada de Ensino de Camaçari.

 

Esta produção cultural conta com o apoio da Secretaria da Cultura de Camaçari

 

Data: 21 de março de 2026 às 09:00 horas

Local: Teatro e Foyer da Cidade do Saber

Camaçari – Bahia – Brasil.

 

 
 
 

2 comentários


Rani singh
Rani singh
há 5 dias

hii

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Rani singh
Rani singh
25 de mar.

hii

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