A trajetória de Maxwell Assumpção Alakija é tema de lançamento virtual de livro dia 18 de nov


Na programação do Novembro Negro, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia promove, no dia 18, às 16h, a live de lançamento do livro “Maxwell Assumpção Alakija - A trajetória e militância de um africano na Bahia” (Ed. Caravana), de autoria do mestre e professor Sivaldo Reis. O encontro, com mediação do jornalista Jorge Ramos, terá transmissão ao vivo do canal youtube.com/ighbba e a participação da neta de Maxwell, jornalista Ana Alakija.


Maxwell Porphyrio de Assumpção Alakija nasceu em Lagos (Nigéria) no ano de 1871. Decidiu se estabelecer em Salvador por volta de 1893. Na capital baiana, se formou em Direito na Faculdade de Direito da Bahia e exerceu a profissão de advogado e professor de inglês. No começo do século XX, denunciou práticas racistas no Brasil. Preocupado com os problemas sociais da capital baiana na Primeira República, como o analfabetismo e o racismo, Maxwell Assumpção agiu na tentativa de superar estes problemas estruturais. Seja dando aulas de inglês à noite para os estudantes pobres ou publicando cartas de protesto contra o racismo, este personagem militava à favor da cidadania da população negra e mais pobre de Salvador.


A narrativa dessa obra se dedica, portanto, a descrever a rica trajetória deste africano, suas redes de sociabilidades, e a capacidade de intervir nos problemas sociais e políticos da cidade que ele tanto amava, Salvador- Bahia.


*Doação das máscaras gueledés ao IGHB


Em 1924, Maxwell doou duas máscaras gueledés ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. As máscaras gueledés fazem parte da tradição artística e cultural dos povos iorubás, elas são usadas em espetáculos teatrais, em festas religiosas onde se exaltam às divindades iorubás, desastres comunitários, funerais, e também está presente na literatura ficcional. O pesquisador nigeriano Babatunde Lawal acredita que as máscaras gueledés estão inseridas no vasto domínio da dialética da existência iorubá em que a arte funciona como metáfora para estimular o desenvolvimento humano e para promover o bem- estar social e a harmonia dentro de uma comunidade.


Não se sabe exatamente como Maxwell teve acesso às máscaras. Mas é muito provável que ele tenha comprado em Abeokuta, porque segundo a pesquisadora Renata Cardoso que acessou o livro de ofertas e donativos do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o registro contém detalhes sobre as máscaras, nomeando-as e indicando a forma correta de escrever e pronunciar, o que só poderia ter sido feito por quem detinha conhecimento sobre o objeto ofertado.


Acredito que ao doar as máscaras para o IGHBA, Maxwell estava homenageando a nova sede da Instituição situada no início da Avenida Sete de Setembro, cuja inauguração foi no dia 2 de julho de 1923. Mas também é provável que o doador estivesse mais uma vez demonstrando publicamente a sua origem e identidade africana em Salvador, do qual ele se orgulhava bastante. (*Sivaldo Reis).


O Livro está disponível no site da Editora Caravana Grupo Editorial.

https://caravanagrupoeditorial.com.br/


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