25 de junho - Exposição "Olhares sobre as Igrejas"

IGREJA DE NOSSA SENHORA DA SAÚDE E GLÓRIA

A Igreja de Nossa Senhora da Glória e Saúde está localizada no Largo da Saúde ou, como era conhecida no passado, no Alvo. Ela foi construída em terras do Tenente Coronel Manoel Ramos Parente, - cavalheiro professo da Ordem de Cristo e Familiar do Santo Ofício -, e sua mulher Bárbara de Almeida dos Reis que custearam, como se chamava, a sua fábrica. Iniciada pela capela mor, como era de praxe, em 1723, um ano depois essa obra estava acabada, bem como a sacristia e as tribunas. A imagem de Nossa Senhora foi levada, em procissão solene até o trono na Igreja, quando se celebrou a primeira missa, em 1724. Entre 1769 e 1770 encarregou-se a Antônio Roiz Mendes a retificação do altar da capela mor. Na última década do século, o escultor Felix Pereira Guimarães fez um novo nicho para abrigar a imagem de Nossa Senhora. Ao mesmo tempo encarregou-se ao pintor, Domingos da Costa Filgueira, pintar o forro da nave e da sacristia, bem como do teto embaixo do coro, painéis das paredes laterais, douramento de três altares, pintura das tribunas e sanefas e encarnação de imagens. A nave e a capela-mor têm as paredes azulejadas, tardiamente, pois são, complementados com as cores roxa e verde. Já nos inícios do século XIX, a talha foi substituída por uma nova, feita por Francisco Hermógenes de Figueiredo. Nesse século muitas partes foram isoladas com grades de ferro, material que se tornou moda em muitos ambientes em edifícios civis e religiosos. A igreja permaneceu fechada quando entrou em novas obras em 1887, quando se iniciou, tanto a restauração do seu interior, quanto se acresceu um adro, com piso de mármore, gradil e portão de ferro. Internamente o forro da capela foi adulterada por J. Rabut, que segundo as informações dos documentos publicados, repintou “a título de manutenção, mas resultou numa “restauração desastrosa realizada entre 1887 e 1889”. O presbitério foi modificado com o acréscimo de degraus de mármore, feito por Giobatto Denegri, período em que a talha de 1814 foi finalmente dourada por Emílio Busquet. Em 1889 a igreja foi reaberta. Todas essas obras foram executadas conforme os estilos da moda. Assim, a nave única, com corredores laterais e tribunas misturam características barrocas, rococós e, no seu interior, sobretudo neoclássicas. O forro recebeu a composição feita por Domingos da Costa Filgueira, de 1769, que é composta pela cena da Assunção de Nossa Senhora, complementada pela presença da Santíssima Trindade, cena bastante multiplicada a partir do século XVIII, no Brasil. É uma composição em perspectiva, utilizada nos forros das igrejas de Irmandades mais abastadas. Simula uma terceira dimensão à moda de perspectiva aérea. O frontispício é marcado por ornamentos rococó e com torres com formas arredondadas e alongadas, cobertas por embrechados de louça sobre a cornija arqueada. Todo o edifício passou por grande restauração em 2012.

NAVE DA BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA PRAIA

A nave da atual Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia foi planejada, a partir de 1736, por iniciativa das suas Irmandades, a do Santíssimo Sacramento e a da Imaculada Conceição. Ocupa o local, ao pé da montanha, - encrustada nas pedras da falésia -, que separa a Cidade Alta da Cidade Baixa, no mesmo local onde se elevou a igrejinha primitiva em homenagem à protetora do Reino português. Pedida a licença no período joanino, só foi atendida no reinado de D. José I que colaborou com o dote que era obrigado a dar às igrejas, cujas construções tivessem sido aprovadas, conforme determinavam as normas do Padroado, que os reis portugueses detinham. A nave é estritamente em estilo barroco, especialmente na sua decoração, composta de um salão único, com altares laterais embutidos na parede e tribunas altas. Consta serem de autoria de Lourenço Rodrigues Lançarote, enquanto o altar-mor foi atribuído a João Moreira do Espírito Santo, trabalhado durante oito anos. O douramento foi aplicado por Domingos Luiz de Soares. Traz o que era mais típico do período, as colunas torsas ou retorcidas e a pintura fingida do teto, esta devida, comprovadamente, a Joaquim José da Rocha, cuja composição faz ilusoriamente aumentar a altura do edifício, complementando a composição com a representação da continuidade, sob a forma de pintura, dos elementos arquitetônicos, dando a impressão de alongamento dessas formas no teto. O piso é mais recente. Os templos foram obrigados a não mais enterrar os mortos dentro das igrejas, no século XIX, e a maior parte retirou os que já existiam e substituíram o piso por mármore. A estrutura da fachada dessa Basílica, - com as torres em diagonal, e todo o edifício, feitas em pedra lioz, cortadas, entalhadas e numeradas, originárias de Portugal, trazida e utilizada entre 1739 e 1765, - a última data da inauguração do novo templo, segundo o projeto do engenheiro militar Manuel Cardoso de Saldanha. Foi elevada à condição de basílica menor, em 1946, pelo Papa Pio XII, ocasião em que foi consagrada Padroeira da Bahia, com feriado em 8 de dezembro. Foi apenas uma reafirmação, pois ela já tinha sido nomeada padroeira, não só de Portugal, mas da Bahia e do Brasil no século XVII, quando se instalou um pequeno monumento, junto ao Senado da Câmara, marcando o evento.

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