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23 de junho - Exposição "Olhares sobre as Igrejas"

23/06/2020

 

 

IGREJA DO ROSÁRIO DOS PRETOS

 

A devoção de Nossa Senhora do Rosário é das mais antigas. Chegou ao Brasil através do Norte da África. Não só teve devotos pretos, como eram denominados os africanos nascidos naquele Continente, como tem a Igreja do Rosário dos Brancos, não longe das Mercês, na Avenida Sete de Setembro. Apenas os pardos escolheram a invocação de Nossa Senhora de Guadalupe e sua igreja ficava na praça, ao pé da Ladeira da Praça, onde se encontra o Quartel dos Bombeiros. Foi destruída com a urbanização da Rua da Vala, hoje J. J. Seabra ou, genericamente chamada, Baixa dos Sapateiros. O autor do Santuário Mariano já apontava, no início do século XVII, a devoção que levavam os pretos a venerarem a Senhora do Rosário num dos altares da antiga Sé de Salvador. Construíram a própria Igreja, depois de formarem a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, em 1685, e obtiveram licença do Rei D. José, por meio do 5º Arcebispo, D. Sebastião Monteiro da Vide, de construir igreja própria nas Portas do Carmo. Teve outras designações, como Igreja do Rosário das Portas do Carmo, do Taboão, da Baixa dos Sapateiros. Foi cabeça de freguesia, entre 1718 e 1740. Iniciada em 1704, a fachada e as torres rococós só foram levantadas no fim das obras do corpo da igreja, em 1780. Internamente a Igreja possui azulejos portugueses. Os altares foram feitos em estilo neoclássico, no século XIX, por João Simões de Souza. A Senhora do Rosário é do século XVII, que pertencia à antiga Sé de Salvador. Tem outros santos como Santa Bárbara, São Benedito, Santo Antônio de Categeró. A nave é única e simples, com o altar-mor, dois altares colaterais, duas portadas de passagens para os corredores, quatro tribunas e dois púlpitos. O forro da nave, em contraste com o corpo da Igreja, é em quadratura, com pinturas de fingimentos arquitetônicos e um medalhão ao centro, com a figura da padroeira, obra atribuída a José Joaquim da Rocha.

 

 

 

 

IGREJA DO CONVENTO DE SANTA CLARA DO DESTERRO

 

A construção do Convento e sua respectiva Igreja de Santa Clara do Desterro foi solicitada, em 1644, ao Rei de Portugal, pelo Senado da Câmara, para poder abrigar moças que quisessem viver em clausura. Essa autorização só foi dada em 1665. Construído com doações, teve, por algum tempo, João de Couros Carneiro como administrador das doações e gastos com a construção e manutenção das primeiras habitantes do primeiro convento feminino do Brasil. Para dar início, vieram monjas clarissas, do Mosteiro de Évora, em 1677, quando o Convento passou a abrigar inúmeras jovens que, por vontade própria ou vontade paterna lhes impunham a vida religiosa. Começado modestamente, em 1681, funcionou, inicialmente, como um hospício, com seis celas. A construção do conjunto só ficou totalmente habitável em 1726. O Convento tem dois claustros e um mirante, de onde se via as construções da primeira cumeada da cidade do Salvador. Só se terminou o conjunto com a construção da torre sineira, que se deu nos finais do século XVIII. A Igreja fica no lado direito, com vistas para o muro lateral da rua. Como os demais prédios religiosos, a Igreja do Convento passou por reformas, introduzindo formas mais modernas. O conjunto, no entanto, mistura em quase todas dependências peças de arte barrocas, rococós e neoclássicas. Tem destaque, no altar-mor da capela maior, o Cristo Crucificado, relicário com um grande escrínio no peito. A administração religiosa ficou a cargo dos franciscanos, entre os quais Frei Antônio de Santa Maria Jaboatão - deu notícias incluindo algumas monjas em sua obra Nova orbe seráfico... No andar superior existe uma capela interna que guarda o altar do Senhor dos Passos e um altar seiscentista. A nave é única com coro superior e inferior e, ao lado, a sacristia comporta um lavatório de pedra com contornos barrocos. Servas e escravas e mesmo mães eram internadas junto com as filhas. As clarissas foram extintas e, a partir de então, ali funciona um colégio sob os cuidados das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus.

 

 

 


 

IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DO BOQUEIRÃO

 

A Irmandade de Nossa Senhora da Conceição dos Homens Pardos foi criada em 1726, enquanto ainda se encontravam na Matriz de Santo Antônio Além do Carmo. Essa Irmandade solicitou ao Governador Geral a concessão de terras, junto à encosta da cidade, para erigir uma igreja de sua padroeira. Consta que em 1750 o corpo da Igreja já estava terminado, mas as torres e a fachada só foram finalizadas na passagem do século XVIII para o seguinte e durou até meados do XIX. As torres chamam a atenção por serem terminadas em grandes bulbos, revestidos de azulejos brancos. São em estilo rococó, como todos os arremates externos. Na nave e capela-mor aparece um misto de rococó e neoclássico, embora o trono tradicional tenha sido mantido. O sacrário muito pequeno encontra-se sob o nicho da padroeira. Segundo a voz corrente, o teto é de autor desconhecido, retrata a visão na qual a Virgem Maria, ou a Imaculada Conceição, é glorificada junto à Santíssima Trindade. Foi cena repetida em várias obras e em muitas igrejas, em que a cena representaria, antes, a Assunção de Maria aos céus e a Santíssima Trindade. O forro do altar-mor também apresenta a imagem da Conceição entre as nuvens, mas desta vez ela é levada aos céus pelos anjos e querubins. Não se sabe exatamente o ano, mas a Irmandade dos Homens Pardos foi elevada à condição de Venerável Ordem Terceira que, como aconteceu com a Ordem 3ª de São Domingos, foi dispensada da exigência de estar ligada a uma Ordem Primeira.

 

 

 

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