20 de junho - Exposição virtual “Olhares sobre as Igrejas”.

NAVE DA IGREJA DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA

De origem Ibérica, a Santa Casa de Misericórdia, - criada pela rainha D. Leonor, Rainha de Portugal, que era casada com D. João II, nos finais do século XV, se espalhou por todas as conquistas lusas. A igreja e a Santa Casa não existiam quando da chegada de Thomé de Souza, porém, a longa travessia do Atlântico, certamente, exigiu os cuidados médico-sanitários dos acompanhantes e tripulantes do Governador, incumbido de criar a cidade da Bahia. Ali se iniciaram os trabalhos da Santa Casa de Misericórdia, que foi agregando personagens, que formaram uma Irmandade com a mesma denominação da instituição, como era de praxe, e que permitiram construir a Igreja, abrigar as crianças da roda e, por fim, cuidar do recolhimento das jovens solteiras. A Igreja, com nave única, iniciada em 1653, estendeu suas obras até o princípio do século XVIII. Teve inúmeras intervenções, especialmente com o acréscimo da sacristia, que passou a ser exigida pelas Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia, além do claustro e a Sala do Consistório. Do início de sua construção foram os altares colaterais e o altar-­mor, que tiveram nítida influência rococó e o teto com pinturas emolduradas em relevo, assemelham-se a alguns forros de outras igrejas, forma de cobertura, de espaços de influência árabe. O piso, as tribunas e as janelas superiores, nitidamente, são mais contemporâneos. Ao contrário do que se propaga, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia admitia irmãos mais simples. Apenas eles se dividiam em irmãos maiores e irmãos menores, os primeiros normalmente tinham posses, entre os quais era escolhido o provedor, e os irmãos menores contavam com pequenos comerciantes, artesãos, trabalhadores livres, cabendo, porém, a representação das duas classes para cumprir as obrigações materiais e espirituais, segundo os regimentos das Santas Casas espalhadas pelo mundo português.

NAVE DA CATEDRAL BASÍLICA PRIMAZ DE SALVADOR

A nave da Catedral Basílica foi adaptada, numa quarta reforma, às imposições do Concílio de Trento que aconselhava que as igrejas tivessem o tamanho suficiente para receber seus fregueses e alguns visitantes. Pelo fato de ter sido a igreja do antigo Colégio dos Jesuítas, teve sua nave adequada à sua condição de Catedral, quando se resolveu interditar a antiga Sé. Tem passagens mais largas nas laterais da nave. Nestas, os altares laterais estão em capelas que foram adaptadas na reforma, especialmente os do lado esquerdo. O forro ainda guarda a estrutura e ornamentos, herdados dos Jesuítas, dos quais ainda resta a marca desses religiosos IHS. A decoração do altar-mor também se adaptou às normas da Igreja de Roma reformada. Foi o caso da instalação do camarim para exposição do Santíssimo Sacramento. Os colaterais e laterais abrigam imagens barrocas e barroco-rococós como os altares do transepto, de Inácio de Loyola e São Francisco Xavier, este protetor da cidade do Salvador. O espaço entre esses dois altares, normalmente, é onde se dão as cerimônias religiosas mais importantes, especialmente de ordenação de religiosos, pelo fato de ser de propriedade do Arcebispado da Bahia. A capela do Santíssimo Sacramento ocupa o lado esquerdo do presbitério, com peças de valor devocional, recomendados pela Contrarreforma Católica, e que substituiu o trono, que a antiga igreja não comportava em sua capela-mor. Por um tempo os bustos relicários, masculinos e femininos, originários dos antigos edifícios do Colégio dos Jesuítas, restaurados, foram expostos no Museu de Arte Sacra da UFBA, até que seus altares originais fossem reforçados.

SACRISTIA DA CATEDRAL

Embora se date a sacristia dos finais do século XVII, na realidade, como aconteceu com todas as demais igrejas, essa dependência foi imposta pelo Concílio de Trento e só foi aplicada na Bahia a partir da vinda do 5º Arcebispo, D. Sebastião Monteiro da Vide, que promoveu, depois de visitar todas as igrejas construídas na Bahia, a publicação e o sínodo de aprovação das Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia. Foi a partir daí que a sacristia, da atual Catedral Brasílica, a recebeu, nos fundos do edifício da Igreja. É bastante ampla. Tem o forro com pinturas similares que ornamentam a imagem de jesuítas que se consagraram nas ações de conquista de almas para a igreja católica, tanto os do Ocidente, quanto do Oriente. No lado esquerdo está um altar principal, ladeado pelos caixões, ou hoje denominados arcazes, com gavetas capazes de armazenar as vestes e utensílios sacros, usados nas cerimônias, e na parte superior, quadros emoldurados narram passagens religiosas. O mesmo se repete nos quadros que circundam todas as paredes, acima de uma faixa de azulejos, do recinto. Dois nichos, um na parte mais estreita, do lado esquerdo e outro, do lado direito, guardam imagens que foram entronizadas em datas desconhecidas. O piso é mais recente. A sacristia guarda o busto de São Francisco Xavier, coberto de prata, que é o padroeiro da cidade do Salvador.

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