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2 de Julho - Acompanhe a programação completa

27/06/2018

 

"Luta pela Paz" é o tema das festividades para o Dois de Julho 2018. Este ano, o Te Deum será celebrado no dia 02 de julho, às 06h30, na Paróquia da Lapinha (em homenagem a professora Socorro Martinez, autora do livro 2 de Julho: a Festa é Historia). As comemorações também estão voltadas para o primeiro centenário da inauguração do Pavilhão da Lapinha. Nele, ficam guardados os carros emblemáticos e as esculturas do Caboclo e da Cabocla, símbolos da luta dos baianos para consolidar a independência.

 

Acompanhe a programação do 2 de Julho

Discurso do presidente Eduardo Morais de Castro

Artigo do jornalista Jorge Ramos (Comissão de Cultura) sobre os 100 anos do Pavilhão.

 

 

 

 

 

 

2 DE JULHO DE 2018 - PROGRAMAÇÃO 

 

DIA 30/06 (sábado)

07:30 – Saída do Fogo Simbólico da Cidade de Cachoeira, passando pelas cidades de Saubara, Santo Amaro da Purificação, São Francisco do Conde, Candeias, Simões Filho, com destino ao bairro de Pirajá em Salvador, conduzido pelos Soldados do Exercito e Atletas Baianos.

 

DIA 01/07 (domingo)

TURNO VESPERTINO

16:00 – Chegada do Fogo Simbólico – Largo de Pirajá.

Acendimento da Pira.

Hasteamento das Bandeiras por Autoridades, com a execução do Hino Nacional pela Banda de Música da Policia Militar do Estado da Bahia.

Brasil – Exmº. Senhor Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto - Prefeito de Salvador.

Bahia – Exmº  Senhor General de Divisão Marcos André da Silva Alvim.

Salvador – Exmº. Senhor Diógenes Tolentino de Oliveira - Prefeito de Simões Filho.

Colocação de Flores no túmulo do General Labatut, pelos Exmº Senhor Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto - Prefeito da Cidade do Salvador e demais autoridades.

17:00 – Encerramento da Solenidade.

 

DIA 02/07 (Segunda)

TURNO MATUTINO

06:00 – Alvorada com queima de fogos no Largo da Lapinha.

06:30 - Celebração do TE DEUM na Paróquia da Lapinha e homenagem à historiadora Socorro Martinez.

07:00 – Organização do Cortejo Cívico.

07:30 – Hasteamento das Bandeiras por Autoridades, com a execução do Hino Nacional pela Banda de Música da Marinha do Brasil.

Brasil – Exmº Senhor Rui Costa - Governador da Bahia.

Bahia – Exmº Senhor Deputado Estadual Ângelo Coronel - Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia.

Salvador – Exmº Senhor Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto - Prefeito de Salvador.

IGHBA – Exmº Senhor Eduardo Morais de Castro - Presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

Colocação de Flores, pelas autoridades, no monumento ao General Labatut pelo Governador, Prefeito, Presidente da Assembleia, Presidente da Câmara de Vereadores de Salvador e Comandantes Militares.

Entrega dos Carros Emblemáticos – Discurso do Exmº Senhor Eduardo Morais de Castro - Presidente do IGHBA.

Execução do Hino ao 2 de Julho pela Banda de Música da Marinha do Brasil. 

08:30 – Início do Cortejo Cívico.

Homenagem aos Heróis da Independência: breve parada em frente ao Convento da Soledade.

Homenagem da Ordem Terceira do Carmo: breve parada em frente à Ordem, para pronunciamento de um membro da Instituição.

Homenagem da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos: breve parada em frente à Igreja.

10:30 – Recolhimento dos Carros Emblemáticos dos Caboclos nos caramanchões da Praça Thomé de Souza.

 

TURNO VESPERTINO

14:00 – Organização do Cortejo Cívico.  

15:00 – Cerimônia Cívica no 2º Distrito Naval.   

15:00 – Início do Cortejo Cívico.

Homenagem à historiadora Socorro Martinez: breve parada em frente ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

17:00 – Previsão de chegada dos Carros Emblemáticos e das Autoridades ao Campo Grande.

 

SOLENIDADES PREVISTAS NO CAMPO GRANDE

Hasteamento das bandeiras por Autoridades.

Execução do Hino Nacional pelas bandas de música da Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.

Brasil - Exmº Senhor Rui Costa - Governador do Estado da Bahia.    

Bahia - Exmº Senhor Deputado Estadual Ângelo Coronel - Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia.

Salvador - Exmº Senhor Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto - Prefeito de Salvador.

Colocação de Coroas de Flores no Monumento ao 2 de Julho pelas autoridades presentes. Governador, Prefeito, Presidente da Assembleia, Presidente da Câmara de Vereadores de Salvador e Comandantes Militares.

Execução do Hino ao 2 de Julho: Coral da PM/Ba com acompanhamento da Banda de Música Maestro Wanderley da Polícia Militar da Bahia.

Acendimento da Pira do Fogo Simbólico Pelo atleta pugilista Acelino “Popó” Freitas

Execução do Hino Nacional pelas Bandas de Música da Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.

 

 

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

 

DIA 02/07 (Segunda)

Local: Campo Grande

Das 17:30 às 21:30 – XXVI Encontro de Filarmônicas – Regência: Maestro Fred Dantas

DIA 03/07 (terça-feira)

Das 18:00 às 21:30 – Baile da Independência – com a Orquestra do Maestro Fred Dantas.

DIA 04/07 (quarta- feira)

Local: Espaço Cultural da Barroquinha

18:00h – “Patrimônio É” – 2 de Julho: rotas da independência.

DIA 05/07 (quinta-feira)

Local: Campo Grande - Lapinha

18:30h. – Volta dos Carros Emblemáticos. Participação da Orquestra do Maestro Reginaldo de Xangô, Fanfarras e Grupos Culturais.

 


 

 

A palavra do Presidente do IGHB

 

Ao comemorar 195 anos da Independência do Brasil na Bahia, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia presta duas grandes homenagens: aos 100 anos do Pavilhão 2 de Julho e a uma das maiores especialistas sobre a festa cívica, arquiteta e professora Maria do Socorro Targino Martinez, autora, dentre outras publicações, do “2 de Julho, a Festa é História”(Fundação Gregório de Mattos).

 

Indiscutivelmente, o 2 de julho de 1823 teve maior significância em função das batalhas ocorridas no cerco a Salvador e da magnitude das tropas portuguesas acantonadas e ancoradas em território baiano que, vencidas pela brava gente baiana, se retiraram em definitivo de nosso solo.

 

Embora o gesto do então príncipe D. Pedro tenha sido um sinal político significativo em 7 de Setembro de 1822 foi, na realidade, em 2 de julho de 1823 que o país se libertou de Portugal.

 

Para a professora Martinez, “o desfile histórico do 2 de Julho é patrimônio intangível, cultuado e preservado por todos os que se orgulham da sua ancestralidade... A festa da independência é vivida pela consciência de que os acontecimentos do passado ainda não se extinguiram. A liberdade e a igualdade social ainda são um objetivo, uma luta. A cultura ainda não é preservada, quer através dos nossos bens patrimoniais ou documentação histórica”.

 

O fato é que pouco ou quase nada fizeram os brasileiros das regiões Norte e Nordeste para difundir ante o povo seus efetivos movimentos libertários. Até que no dia 5 de junho de 2013 a presidência da República, através da lei federal 12.819, reconheceu o 2 de julho como o Dia da Consolidação da Independência do Brasil.

 

Entre a história do passado e o culto ao presente, devemos comemorar os 100 anos do Pavilhão 2 de Julho, no Largo da Lapinha, bem ao lado do busto do General Pedro Labatut, um dos comandantes do Exército Libertador.

 

Foi em 1917 que o Major Cosme de Farias entregou as chaves do barracão para que o IGHB fosse guardião dos carros emblemáticos do Caboclo e da Cabocla. Após grande reforma, no dia 2 de julho de 1918, era inaugurado o Pavilhão, com as presenças do então presidente da Casa da Bahia, conselheiro Carneiro da Rocha, do secretário perpétuo, Bernardino de Souza, do arcebispo do Ceará, Manoel Gomes, dentre outras autoridades civis e militares que se juntaram ao povo. “E aqui está, meus dignos concidadãos, o Pavilhão 2 de Julho, onde para todo e sempre ficarão encerradas, para os respeitos do povo, relíquias venerandas de recordações memoráveis... E nosso pensamento entesourará aqui tudo o que se reporte à quadra homérica da luta de 17 meses, de 1822 a 1823... Será assim um moderníssimo Museu da Independência”, destacou Bernardino de Souza.

 

Oxalá! Possamos em breve futuro, ver este Pavilhão transformado no repositório de Honras e Glórias do Povo, como quis Bernardino de Souza, e sonhou a professora Consuelo Pondé de Sena.

 

E é com a Paz, do tema deste ano, que recomendamos a todos os baianos e os que nos visitam, a viver, sentir, compartilhar e preservar o 2 de julho. Viva o povo baiano! Viva o Pavilhão! Viva a professora Socorro Martinez! Viva o 2 de Julho!

 

Eduardo Morais de Castro

Presidente do IGHB

 

 

 

INSTITUTO HISTÓRICO DA BAHIA COMEMORA O CENTENÁRIO DO PAVILHÃO DA LAPINHA

 

 

No próximo dia 2 de Julho, data magna da Bahia, quando se completam 195 anos do final da Guerra pela Independência do Brasil, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHBa) vai comemorar também o primeiro centenário da inauguração do Pavilhão da Lapinha. Nele, ficam guardados os carros emblemáticos e as esculturas do Caboclo e da Cabocla, símbolos da luta dos baianos para consolidar a independência. No Largo da Lapinha, de onde parte o tradicional cortejo das festas do 2 de Julho, ficam além do Pavilhão o busto do General Pedro Labatut, um dos comandantes do Exército Libertador. Ali foi o local de parada, para um breve descanso, do primeiro batalhão brasileiro que, vindo de Pirajá, ultrapassou a barreira inimiga e entrou triunfalmente em Salvador após a fuga das tropas portuguesas.

 

Origens

Em 2 de Julho de 1824, ano seguinte ao fim da guerra, um grupo de patriotas baianos - entre os quais estavam muitos heróis que participaram da campanha - resolveu comemorar o aniversário da epopeia. Uma carreta que havia sido tomada dos inimigos durante a Batalha de Pirajá foi ornamentada com folhagens e nela foi colocado um velho caboclo, a representar o povo mestiço da Bahia que lutou na guerra. O desfile saiu da Lapinha em direção ao Terreiro de Jesus, recebendo em todo o trajeto muitos aplausos.

 

Em 1826, o artista baiano Manoel Ignácio da Costa esculpiu, por encomenda do mesmo grupo de patriotas, a figura do Caboclo e decorou a mesma carreta com elementos que faziam referência à guerra, aos locais das batalhas decisivas, e à conquista da independência. Mais tarde foi esculpida por Domingos Baião a figura da “Cabocla”, a representar a força e a presença ativa das mulheres na formação do Brasil. Foi inspirada na figura de Catarina Paraguaçu, que nos primórdios da colonização portuguesa formou com o náufrago português Diogo Álvares Correia (o “Caramuru”) a primeira família brasileira composta por uma nativa e um europeu. Nos anos seguintes, o desfile adquiriu uma grande dimensão na vida dos baianos e se consolidou como um dos maiores eventos cívicos do Brasil.

 

Em 1860, após um período de baixa participação popular, quando os festejos do 2 de Julho entraram em franca decadência, a “Sociedade Patriótica 2 de Julho”, integrada em sua maioria por pessoas ligadas às atividades comerciais, lançou uma campanha para revigorar a festa e adquiriu um terreno na Lapinha, onde em seguida construiu um barracão para alojar as duas carretas e as imagens do “Caboclo” e da “Cabocla”. Com o passar dos anos, o barracão ficou muito mal conservado, até que em 1917 o Major Cosme de Farias entregou as chaves do barracão, as carretas e as imagens ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHBa) “para a guarda eterna”, conforme disse na solenidade.

 

O IGHBa, que havia sido fundado em 1894 com o objetivo de preservar a memória histórica da Bahia, preocupou-se desde logo em construir um local condigno para abrigar todo o acervo ligado ao 2 de Julho. Foi lançada então uma campanha de subscrição popular para angariar recursos destinados a construir, no mesmo local, um Pavilhão. O tesoureiro do IGHBa na época, Arnaldo Pimenta da Cunha (primo do escritor Euclides da Cunha e mais tarde, Prefeito de Salvador) presidiu a Comissão Organizadora. As obras foram concluídas em 52 dias. Registros de jornais da época indicam que centenas de baianos apresentaram-se para, como voluntários, trabalhar na obra. Foram tantas adesões que foi necessário organizar turnos especiais, inclusive nos finais de semana, para atender a todos que se dispunham a colaborar e principalmente concluir as obras em tempo hábil para ser inaugurado em 2 de Julho de 1918.

 

No dia, a solenidade comemorativa da data magna da Bahia foi uma das maiores e grandiosas até então. Logo cedo, bandas militares, escolas, filarmônicas e a representação de diversas entidades, com seus estandartes, aglomeraram-se no Terreiro de Jesus para formar um préstito, que seguiu em direção ao Largo da Lapinha, com centenas de pessoas se incorporando no trajeto. Às 10 horas houve a solenidade de inauguração do Pavilhão, com a Benção Especial, ministrada pelo Arcebispo do Ceará, o baiano Manoel da Silva Gomes. Em seguida, o então orador do IGHBa, Bernardino de Souza, proferiu um vibrante discurso em que exaltou os relevantes “feitos históricos de nossos antepassados” e conclamou: “E aqui está, meus dignos concidadãos, o Pavilhão 2 de Julho, onde para todo e sempre ficarão encerradas, para os respeitos do povo, relíquias venerandas de recordações memoráveis... E nosso pensamento entesourará aqui tudo o que se reporte à quadra homérica da luta de 17 meses, de 1822 a 1823... Será assim um moderníssimo Museu da Independência”. Em seguida teve início o desfile até o Terreiro de Jesus. O fervor da população neste ano transformou o evento numa festa grandiosa.

 

Jorge Ramos

Comissão de Cultura do IGHB

Reg. Prof. 886/DRT-BA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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