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Instituto Geográfico e Histórico e Fundação Pedro Calmon promovem seminário sobre os 100 anos da Avenida Sete de Setembro

18/09/2015

 

Os “100 anos da Avenida Sete de Setembro: história e memória” foram discutidos em seminário realizado nos dias 16 e 17 de setembro, na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, uma das 15 instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais da Secretaria de Cultura do Estado, com o apoio da Fundação Pedro Calmon/Centro de Memória da Bahia.

 

O encontro, presidido pelo empresário Eduardo Morais de Castro e coordenado pelo historiador Jaime Nascimento, reuniu historiadores, geógrafos, arquitetos, moradores e comerciantes da Avenida Sete, para discutir todo o processo que deu origem a sua construção até os tempos atuais.

 

O presidente do IGHB destacou a importância da construção da Avenida Sete de Setembro, tendo em consideração a sua ligação entre o Centro Histórico e o bairro da Barra. “A avenida era uma área de expansão na direção da orla atlântica da Velha São Salvador. Seus 4.600 metros de extensão e 21 de largura, dão a ideia de quão grandiosa foi a iniciativa do Governador José Joaquim Seabra, ao tomar a decisão de realizar tão ambicioso projeto de intervenção urbana”. Morais de Castro aproveitou para agradecer o apoio da Fundação Pedro Calmon/Centro de Memória da Bahia, e reforçou que o IGHB tem executado atividades de qualidade, em benefício da cultura e comunidade baianas, graças ao apoio financeiro da Secretaria de Cultura, através do Programa Fundo de Cultura.

 

Ao traçar um breve retrospecto do processo de construção da Avenida Sete de Setembro, o jornalista Nelson Varón Cadena demonstrou como se deu a mudança de usos da Avenida, que passou do estritamente residencial para o comercial. O pesquisador convidou o público a conferir a exposição “100 anos da Avenida Sete”, em cartaz na Caixa Cultural, que reúne, sob sua curadoria, 40 painéis temáticos com mais de uma centena de fotografias antigas e atuais.

 

Dando sequência a mesa de debates, o professor Moisés Tosta tratou da construção da Avenida Sete de Setembro, desde o plano do engenheiro Jerônimo Teixeira de Alencar Lima que, à época, contou com três versões. Entretanto, o que foi efetivamente executado diferiu de todos eles, por conta da falta de recursos financeiros para custear as obras previstas. Tosta também mostrou uma planta arquitetônica assinada pela arquiteta Alvinda Diniz, que propunha a construção de três avenidas, na área do centro de Salvador.

 

Na segunda mesa da tarde, a professora Isadora Costa apresentou seus estudos sobre a Avenida Sete de Setembro, em comparação a outras no Brasil e ao redor do mundo. Trouxe exemplos de São Paulo, Rio de Janeiro, Barcelona, Sevilha, Madri, Lisboa, Porto e Paris, e demonstrou como esse modelo de construção de grandes avenidas se replicou amplamente, entre o final do século XIX e o início do XX.

 

O coordenador do encontro, professor Jaime Nascimento explanou, na primeira mesa do dia 17, sobre a relação de complementariedade entre a rua Carlos Gomes e a Avenida Sete de Setembro. Nascimento mostrou ao público como se deu a ampliação e alargamento da rua Carlos Gomes e do processo que a levou a ser a alternativa de retorno do tráfego vindo a Avenida Sete de Setembro.

 

Os resultados de sua pesquisa de mestrado denominada “No olho da rua: trabalho e vida na apropriação do espaço público em Salvador/BA”, que trata do trabalho informal na Avenida Sete de Setembro, foi apresentado pela professora Laila Bouças, que detalhou as propostas dos últimos três projetos de requalificação e ordenamento do comércio informal da avenida, datados de 1989, 1997 e 2014, nas gestões dos prefeitos Fernando José Guimarães Rocha, Antônio Imbassahy e ACM Neto, respectivamente. Laila destacou que das três propostas, a única efetivamente levada a efeito foi a mais recente, que ainda se encontra em processo de execução.

 

A programação do seminário contou com a exibição de depoimentos de comerciantes e moradores da Avenida Sete. Em vídeo produzido pela Fundação Pedro Calmon/Centro de Memória, Manolo, sócio-gerente do Hotel Imperial, que funciona na Avenida Sete de Setembro há mais de 90 anos, falou de suas memórias sobre a avenida e a vida em Salvador ao longo das últimas seis décadas.

 

Durante o encerramento, o coordenador agradeceu mais uma vez o apoio da Secretaria de Cultura da Bahia, a parceria do IGHB com a Fundação Pedro Calmon/Centro de Memória da Bahia e o interesse do público pelo tema. Mais de 150 participantes foram contemplados com livros e revistas, doados pelo Instituto e CMB. “O seminário foi muito interessante, sobretudo, com as discussões sobre a questão que envolvia a reestruturação da cidade, buscando a sua modernidade e colocando Salvador em um cenário novo. As instituições organizadoras estão de parabéns em proporcionar debates sobre o cotidiano e comportamento da nossa cidade, estado onde o povo tem um plano de conhecer sua verdadeira história”, concluiu o historiador Fred Joi, frequentador assíduo das atividades do IGHB.

 

Todo o seminário foi gravado pelo historiador Valter Silva, do Centro de Memória. Em breve estará disponível no site do IGHB e da FPC.

 

 

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