A história através da arte: 400 anos da Jornada dos Vassalos é tema de debate com pesquisadores, dia 8 de maio, no IGHB
- IGHB Bahia
- 5 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Nesta quinta-feira (8) de maio/25, às 16 horas, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia vai promover uma exposição sobre “A história através da arte: 400 anos da Jornada dos Vassalos”.
Com entrada gratuita e sob a coordenação do diretor da Biblioteca Ruy Barbosa do IGHB, Ricardo Nogueira, serão abordados temas como ‘Contexto histórico da invasão holandesa’, e Quadros ‘A Recuperação da Baía de Todos os Santos’ e ‘Sitio e empresa de Salvador de Bahia, 1625’, contando com as participações do historiógrafo Aurelio Shommer, pesquisadoras Elaine Lima e Maria del Carmen Rivas, historiador e curador
Rafael Dantas e professor Pablo Magalhães.
Saiba mais:
Há 400 anos, uma grande operação militar anfíbia foi montada pelo governo da União Ibérica, então sob o reinado de Felipe III de Portugal e IV da Espanha, para resgatar a cidade de Salvador, ocupada um ano antes pelos holandeses da Companhia das Índias Ocidentais. Era a maior operação em número de navios que atravessaram o atlântico, até a data, em uma época em que os que atravessavam o atlântico faziam testamento, tão arriscada era a viagem.
Salvador tinha uma importância estratégica muito grande para o governo da União Ibérica, tanto pela posição geográfica, quanto pela riqueza que representavam as plantações de cana de açúcar do Recôncavo Baiano. O governo ibérico não poupou esforços para retomar a cidade.
No mês de janeiro do ano 1625, assim que as condições climáticas permitiram, 52 galões com mantimentos para 8 meses zarparam, chegando à Baía de Todos os Santos e ocupando uma extensão de 34 km. A visão dos navios dispostos na Bahia impressionou os invasores que não imaginavam uma reação tão rápida e tão firme da metrópole.
A operação comandada por Dom Fradique de Toledo y Osório teve sucesso. Após 30 dias de cerco conseguiram a rendição dos invasores, no dia 01/05/1625.
Os artistas da corte em Madri registraram o feito, que foi amplamente comemorado pela população da Espanha e Portugal e considerado pela corte como uma das maiores vitórias, do maior Império da época e um dos maiores do mundo até hoje.





Comentários