Consuelo Pondé de Sena

Nasceu em Salvador, no dia 19 de janeiro de 1934, filha do médico Edístio Pondé e de Maria Carolina Montanha Pondé. Casou-se com o neurologista Plínio Garcez de Sena e teve quatro filhos: Maíra Pondé de Sena, psicóloga, Maria Luíza Pondé de Sena, assistente social, Maurício Pondé de Sena, guia de turismo e Eduardo Pondé de Sena, psiquiatra.

 

Cursou o primário e o ginasial no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, da educadora Anfrísia Santiago. Em seguida, fez o curso clássico, no Colégio Nossa Senhora das Mercês. Prestou exame vestibular na, então, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, no curso de Geografia e História, tendo sido classificada em primeiro lugar. Após a formatura fez especialização em Língua Tupi e Etnologia Geral e do Brasil.

 

Em 1959 e 1960, substituiu, por alguns meses, o prof. Frederico Edelweiss, na regência do curso de Língua Tupi. Em 1963, em face da aposentadoria do referido professor, assumiu a regência da disciplina. Submeteu-se a concurso de título e, durante 31 anos, foi professora de Tupi, lotada no Departamento de Antropologia. Na mesma Faculdade, foi professora de História da Arte, por indicação do seu mestre Godofredo Filho. Também substituiu Carlos Eduardo da Rocha, na Escola de Jornalismo, onde ensinou História da Cultura Artística e Literária. Em 1974 foi nomeada diretora do Centro de Estudos Baianos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – FFCH, da UFBA.

 

Dirigiu a Casa de Rui Barbosa da ABI, de cuja diretoria faz parte há muitos anos. Foi Vice Presidente do Conselho da Mulher Executiva da ACB. Assumiu a direção do Arquivo Público do Estado em 1986, nele permanecendo até 1990. Mestra em Ciências Sociais – área de concentração – História Social. Apresentou dissertação de mestrado em 1977, com o trabalho: “Introdução ao Estudo de Uma Comunidade do Agreste Baiano – Itapicuru 1830-1892”. Tem inúmeros trabalhos publicados em revistas especializadas. É autora dos livros: Trajetória Histórica de Juazeiro, em colaboração com Angelina Garcez (1992), Cortes no Tempo (crônicas), A Hidranja azul e o Cravo vermelho (crônicas), Bernardino de Souza: vida e obra(2010) e No insondável tempo (2013.

 

Colaboradora dos jornais Tribuna da Bahia e A Tarde. Em 1997 foi Presidente da Comissão em homenagem ao Sesquicentenário de Castro Alves. Nos anos de 1999 e 2001 também presidiu, respectivamente, o IV e V Congresso de História da Bahia. Em 2008, foi presidente do Simpósio Internacional A Família Real na Bahia. Coordenou o Seminário: A Urbanização de Salvador em três tempos: Colônia, Império e República (2009, 2010, 2011 e 2012). Recebeu: Comenda Maria Quitéria (18-03-87), Medalha do Mérito do Estado da Bahia-28/2/1991 (grau – Comendador), Medalha do Infante D. Henrique 15/3/1994 (República Portuguesa), Medalha Dois de Julho, Prefeitura Municipal do Salvador. Presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB, Acadêmica de Mérito da Academia Portuguesa da História, associada do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e dos estaduais: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, Petrópolis, Santa Catarina, Minas Gerais e Paranaguá (Paraná). Acadêmica correspondente da Academia Paraguaya de La Historia. Eleita para a Cadeira nº. 28 da Academia de Letras da Bahia tomou posse no dia 14 de março de 2002.