O prédio monumental do Instituto Geográfico e Histórico é chamado “Casa da Bahia” por três motivos: primeiro, porque foi edificado com os recursos de subscrição pública, constituída principalmente de pequenas contribuições oriundas de pessoas do povo (em campanha liderada pelo Secretário Perpétuo Bernardino José de Souza); segundo, porque seu acervo é formado de um precioso e variado tesouro, que inclui perto de duzentas telas de alto valor histórico, numerosa biblioteca, em que se encontram muitas obras raras, mobiliário de estilo, vários arquivos pessoais de personalidades brasileiras e coleções de peças de porcelana e armas antigas, etc; terceiro, porque se tornou o templo consagrado ao culto da memória e da tradição baiana. Poucas instituições desta terra serão, portanto, mais conceituadas e respeitáveis. 

Jornalista Jorge Calmon (ex-presidente de Honra).

 

Museu  

O acervo museológico é composto por retratos pintados de personagens históricos, coleção de artes visuais, gravuras, desenhos, fotografias, além de esculturas de bronze. É, seguramente, um dos mais preciosos do país, com peças datadas do século XIX.

 

Biblioteca Ruy Barbosa

A Biblioteca Ruy Barbosa reúne atualmente mais de 30 mil títulos. Seu acervo engloba obras raras e importantíssimas, essenciais à pesquisa científico-cultural nas áreas de História, Geografia, Antropologia, Etnologia, Arqueologia, Genealogia, Sociologia e ciências conexas.

Os serviços de consultas estão a disposição dos associados do Instituto, historiadores, pesquisadores de nível superior e estudantes universitários. Todos os títulos podem ser consultados também no site da instituição.

 

Memória da Imprensa da Bahia

A evolução do jornalismo baiano também tem seu registro na Casa da Bahia, através dos periódicos: A Bahia, A Tarde, Correio da Bahia, Correio de Notícias, Diário da Bahia, Diário de Notícias, Diário Oficial, Estado da Bahia, Gazeta do Povo, Jornal da Bahia, Jornal de Notícias e Tribuna da Bahia. Apenas as coleções datadas dos séculos XX e XXI podem ser consultadas.

 

Arquivo Histórico

O Arquivo Histórico Theodoro Sampaio tem a finalidade de reunir, em local adequado, os documentos históricos existentes no IGHB, usando em suas atividades a mais moderna tecnologia. Possui preciosidades, como os manuscritos de poesia de Antônio de Castro Alves e cartas de Antônio Conselheiro. Ainda conserva arquivos particulares, a exemplo de Theodoro Sampaio, Brás do Amaral, Manoel Ignácio da Cunha Menezes (Barão do Rio Vermelho) e Hildegardes Viana.

 

Acervo Cartográfico

Pertence ao IGHB um dos maiores acervos cartográficos do Estado. Inteiramente preservado, capaz de transmitir a pesquisadores (professores e estudantes), conhecimentos da Ciência Cartográfica, possui mais de 250 peças – entre mapas desenhados, impressos e copias heliográficas. Tudo disponibilizado também em mídia digital, através de projeto apoiado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia.